CAVALO
Cavalo de longas crinas
Correndo ao vento nas ravinas
Cavalo de porte altivo
Senhor das distâncias, instintivo
Há sempre um cavalo no mundo
No mundo das instâncias finitas
Que corre do abismo profundo
Aos picos das pedras bonitas
É preciso domar um cavalo
Torná-lo dócil, pará-lo
Montar em seu dorso em pêlo
Afagar o pescoço, com zelo
Fazê-lo correr com um apelo
Cavalgar no tempo infinito
Penetrar no ar sem atrito
Mas não se pode por rédeas
Nem freio, nem brida ou arreio
Peças vis que, por férreas
Interrompem o galope no meio
É preciso deixá-lo trotar
Os estorvos da pista saltar
Galopar sob o sol que esquente
Ou na chuva que desce inclemente
Por cascalhos, gravetos ou dormentes
Porque há de chegar de repente
Na mais bela e florida pradaria
Onde podes apear da montaria
Não se pode temer o cavalo
Que nos leva pela vida afora
Porque quem se recusa a montá-lo
Morre aqui, onde estamos agora
Autor desconhecido
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1 comentário:
"Felizes daqueles que partilham com os cavalos momentos altos das suas vidas. Eles dão-nos a alegria de viver – eles levam-nos ao podium; se mais não fazem é porque não os sabemos guiar...
...se algo correr mal entre um cavalo e um cavaleiro, a culpa é sempre do cavaleiro."
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