Vou agora falar dos mestres que já tive até hoje. Do Colégio Militar recordo as aulas sempre animadas do Major Ribeiro de Faria, grande instrutor e conhecedor das aflições que os “putos” têm no dorso de um cavalo. Já na AM comecei por ter aulas com o Capitão Marques, as aulas eram necessariamente animadas, ainda mais no segundo semestre, onde depois de no primeiro semestre os “infras” aprenderem algumas habilidades no volteio, alguns deram os primeiros passos em cima de um cavalo. As aulas com este instrutor eram animadas, mais para os que estavam na bancada a ver, do que para quem estava no picadeiro, onde para além de ter que controlar o cavalo, o mais que podia, ainda tinha que ter cuidado com xicote do instrutor. Foi no início do segundo ano que separamos o trigo do joio, quero com isto dizer quer foi neste ano que escolhemos a arma onde queríamos ingressar.
O veredicto final ditou que o curso de cavalaria teria seis elementos, sendo constituído pelo Ferreira (154), pelo Garção, pelo Ferreira (222), por mim, pelo Ribeiro e pelo Santos, que mais tarde viria a trocar pelo Pinheiro.
Continuando a falar dos instrutores, foi neste ano que tivemos aulas com o Capitão Fonseca da GNR, as primeiras aulas do ano foram de preparação para o despeneiranço, todas elas muito intensas e plenas de tensão, onde não raras vezes havia despesas a pagar devido às quedas. Até ao despeneiranço as ditas aulas nunca variavam muito, foi depois de passarmos aquela tradição, com a qual selámos a nossa entrada na cavalaria, que começamos a aprender coisas novas. Ainda está vincado na nossa memória o gesto de tirar o pó do bivaque do nosso Capitão Fonseca. Foi com este instrutor que prosperaram novas alcunhas para o curso, desde o Trambolho ao Escolhido. No início do terceiro ano conhecemos novo instrutor, o Capitão Almeida também da GNR, as aulas começaram por ser agradáveis e até alargámos o nosso conhecimento mas foi com a vinda do então Tc Portela Ribeiro para a AM que começámos verdadeiramente a aprender a conduzir o cavalo, seja nos saltos ou no picadeiro, as suas palavras sábias e oportunas constituíam verdadeiro testemunho que todos ouvíamos e aplicávamos com máximo afinco. Com este Mestre as aulas de equitação ainda passaram a ser mais desejadas, foi no período em que foi nosso mestre que os cadetes começaram a participar em provas e no final do 3º ano alguns de nós efectuamos o exame de sela 4 em Mafra. Do meu curso foi a parelha maravilha constituída pelo Catatau e pelo Charlot. Foi com este mestre que todos evoluímos na prática da equitação, se estávamos a ter uma sessão de saltos e se seguíssemos escrupulosamente as suas indicações nem parecíamos a mesma pessoa. Fica para a memória do curso a sua imagem e desde já a mossa gratidão.
Quando começámos o quarto ano, todos pensávamos que o grande trabalho realizado pelo Cor. Portela Ribeiro ia ter continuação com o Tc Pombeiro, que entretanto tinha sido colocado na academia. Eis senão quando sabemos que o nosso último instrutor seria o Tc Candoso. De momento não vou tecer grandes comentários acerca deste instrutor porque ainda é cedo mas teve o mérito de me por a escrever….
Quero aqui deixar o meu agradecimento a todos eles, na certeza que todos eles deram o seu melhor para transmitir os seus conhecimentos a estes futuros cavaleiros, a todos eles um BEM HAJA!!!
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