Bem, esta vai ser a primeira vez que vou escrever um post sobre uma aula de equitação e para primeira vez calhou uma aula um tanto ou quanto diferente.
Como todas as segundas-feiras a aula foi de duas horas, como qualquer outra aula começou com o desenrolar, mais intenso devido ao fim-de-semana.
Depois do desenrolar, tanto os cavaleiros como os cavalos, passámos a executar paragens a partir do passo. Depois de uma breve explicação de como os cavalos se param correctamente por parte do instrutor (Tc. Candoso) passámos à execução. Com os dignos quadrúpedes que serviam de auxiliares de instrução houve de tudo, eu montava o Mare Clausum, novo na casa mas que já deu que falar por ter ajudado pessoal a tirar o curso de aterragens inopinadas, módulo picadeiro. Hoje o dito Mareclausum estava a verdadeira máquina, colaborando, o quanto podia, para a execução dos exercícios, com a sua matreirice conseguia complicar a cadeira. A minha parelha decidiu dar uma folga ao Janota, mas ficou na família, ao montar a Jandaia. Esta égua, fogosa e sempre muitíssimo disponível não quis colaborar com o cavaleiro e as paragens começaram e acabaram a sair enviesadas. Quanto ao resto do curso, o nosso major montou o Janota, que contribuiu para que a aula corresse sem stress, o Pinheiro montou o Zero ( a escolha deste cavalo também tem história, num outro post falarei sobre o processo de decisão aplicado à escolha dos cavalos), o chefe montou o Sol e o Ribeiro trabalho com o Indigno.
Numa segunda parte, menos normal, o instrutor montou uma poldra com quatro anos, que estava a ser montada somente a quarta vez. Esta parte da aula foi menos normal porque consistiu numa explicação teórica do processo de desbaste dos poldros e ao mesmo tempo o nosso Tenente-coronel ia fazendo um conjunto de exercícios, alguns deles pedidos pela primeira vez, nos quais podíamos observar o modo como a égua respondia, mais ou menos disponível, com maior ou menor dificuldade.
Diz o povo que a ver também se aprende e é bem verdade, para além de ser agradável ver o modo como a poldra ia evoluindo no seu, curto, ensino.
Por fim acabamos a aula a enrolar os cavalos à perna de dentro, através de uma volta apertada, seguindo na linha direita, junto à teia. Exercício muito útil para cavalos que não se deixam conduzir direitos, obrigando-os a trazer as espáduas para fora.
Embora tenha sido uma aula calma, foi, em meu entender, produtiva porque nos foram ensinados alguns exercícios que muitos de nós não fazia da melhor forma, serviu também para mostrar que se pode trabalhar um cavalo sem ter que o suar por completo.
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
domingo, 19 de novembro de 2006
O CAVALO
O Cavalo, ensinou-me a ter medo e a vencer o medo; o Cavalo ensinou-me a descontrair perante o meu nervosismo; o Cavalo desenvolveu, em mim, a noção de prudência e de medida, obrigando-me a tentar acertar a sua passada antes de corrermos o risco do obstáculo; o Cavalo ensinou-me a cair, e com ele aprendi, sobretudo, a levantar-me, firme na determinação de continuar o percurso, fosse qual fosse a dor e o esforço que ele custasse.
No exercício da equitação, aprendi quanto é necessário a firmeza no mando e como este requer o ser discreto na intervenção e suave no comando.
Por tudo isto, a equitação não é apenas um exercício físico pois que tanto contribui para formar em nós o hábito do autodomínio, a noção da modéstia das nossas forças e dos nossos conhecimentos, a paixão de corrermos o risco, sempre que possível calculado.
Como se diz na CAVALARIA, o Cavalo ensina-nos a ter coração.
Tc.Pombeiro na 50º Semana Equestre Militar
02 de Abril de 2006
O Cavalo, ensinou-me a ter medo e a vencer o medo; o Cavalo ensinou-me a descontrair perante o meu nervosismo; o Cavalo desenvolveu, em mim, a noção de prudência e de medida, obrigando-me a tentar acertar a sua passada antes de corrermos o risco do obstáculo; o Cavalo ensinou-me a cair, e com ele aprendi, sobretudo, a levantar-me, firme na determinação de continuar o percurso, fosse qual fosse a dor e o esforço que ele custasse.
No exercício da equitação, aprendi quanto é necessário a firmeza no mando e como este requer o ser discreto na intervenção e suave no comando.
Por tudo isto, a equitação não é apenas um exercício físico pois que tanto contribui para formar em nós o hábito do autodomínio, a noção da modéstia das nossas forças e dos nossos conhecimentos, a paixão de corrermos o risco, sempre que possível calculado.
Como se diz na CAVALARIA, o Cavalo ensina-nos a ter coração.
Tc.Pombeiro na 50º Semana Equestre Militar
02 de Abril de 2006
Oração do Cavalo
Dono meu:
Dá me, frequentemente, de comer e beber, e, quando tenhas terminado de trabalhar-me, dá me uma cama na qual eu possa descansar comodamente.
Examina todos os dias os meus pés e limpa meu pelo. Quando eu recusar a forragem, examina meus dentes e minha boca, porque bem pode ser que eu tenha um problema que me impeça de comer.
Fala-me; tua voz é sempre mais eficaz e mais conveniente para mim, que o chicote, que as rédeas e que as esporas.
Acaricia-me, frequentemente para que eu possa compreender-te, querer-te e servir-te, da melhor maneira e de acordo com os teus desejos.
Não corte o meu rabo muito curto, privando-me do melhor meio que tenho para espantar as moscas e insertos.
Não me batas violentamente e nem dês golpes violentos nas rédeas, pois, se não obedeço, como queres, é porque ou não te compreendo ou porque estou mal encilhado, como freio mal colocado, com alguma coisa nos meus pés ou no meu ombro que me causam dor.
Se eu me assustar, não deves bater-me, sem saberes a causa disso, pois bem pode ser o defeito de minha vista ou um proverbial aviso para ti.
Não me obrigues a andar muito depressa em subidas, descidas, estradas empedradas ou escorregadias.
Não permaneças montado sem necessidade, pois prefiro marchar, do que ficar parado com uma sobrecarga sobre o dorso.
Quando cair, tenha paciência comigo e ajuda-me a levantar, pois, faço quanto posso para não cair e não causar-te desgosto algum.
Se tropeçar, não deves por a culpa para cima de mim, aumentando minha dor e a impressão de perigo com tuas chicotadas; isso só servirá para aumentar meu medo e minha má vontade.
Procura defender-me da tortura do freio, não no trabalho, mas quando esteja em descanso, e cobre-me com a manta ou com uma capa apropriada.
Enfim meu dono, quando a velhice me tornar inútil, não esqueça o serviço que te prestei, obrigando-me a morrer de dor e privações sob o jogo de um dono cruel ou nos varais de uma carroça, se não puderes manter-me, ou mandar-me para o campo, mata-me com tuas próprias mãos, sem me fazer sofrer.
Eis tudo o que eu te peço, em nome daquele que quis nascer numa baia, minha morada e não num palácio, tua casa.
Dá me, frequentemente, de comer e beber, e, quando tenhas terminado de trabalhar-me, dá me uma cama na qual eu possa descansar comodamente.
Examina todos os dias os meus pés e limpa meu pelo. Quando eu recusar a forragem, examina meus dentes e minha boca, porque bem pode ser que eu tenha um problema que me impeça de comer.
Fala-me; tua voz é sempre mais eficaz e mais conveniente para mim, que o chicote, que as rédeas e que as esporas.
Acaricia-me, frequentemente para que eu possa compreender-te, querer-te e servir-te, da melhor maneira e de acordo com os teus desejos.
Não corte o meu rabo muito curto, privando-me do melhor meio que tenho para espantar as moscas e insertos.
Não me batas violentamente e nem dês golpes violentos nas rédeas, pois, se não obedeço, como queres, é porque ou não te compreendo ou porque estou mal encilhado, como freio mal colocado, com alguma coisa nos meus pés ou no meu ombro que me causam dor.
Se eu me assustar, não deves bater-me, sem saberes a causa disso, pois bem pode ser o defeito de minha vista ou um proverbial aviso para ti.
Não me obrigues a andar muito depressa em subidas, descidas, estradas empedradas ou escorregadias.
Não permaneças montado sem necessidade, pois prefiro marchar, do que ficar parado com uma sobrecarga sobre o dorso.
Quando cair, tenha paciência comigo e ajuda-me a levantar, pois, faço quanto posso para não cair e não causar-te desgosto algum.
Se tropeçar, não deves por a culpa para cima de mim, aumentando minha dor e a impressão de perigo com tuas chicotadas; isso só servirá para aumentar meu medo e minha má vontade.
Procura defender-me da tortura do freio, não no trabalho, mas quando esteja em descanso, e cobre-me com a manta ou com uma capa apropriada.
Enfim meu dono, quando a velhice me tornar inútil, não esqueça o serviço que te prestei, obrigando-me a morrer de dor e privações sob o jogo de um dono cruel ou nos varais de uma carroça, se não puderes manter-me, ou mandar-me para o campo, mata-me com tuas próprias mãos, sem me fazer sofrer.
Eis tudo o que eu te peço, em nome daquele que quis nascer numa baia, minha morada e não num palácio, tua casa.
Oração do Cavaleiro
Deus pai todo-poderoso, luz do Universo.
Vós que sois o criador da vida e de todas as coisas, concedei derramar sobre nós, teus filhos, cavalos, cavaleiros e amazonas que aqui estamos, as tuas bênçãos e a tua divina protecção.
Dai-nos Senhor:
- A saúde e o vigor, para que possamos competir com garra em busca da vitória...
- A lealdade, para que busquemos o podium com determinação e coragem, mas com respeito pelos nossos adversários, vendo em cada um deles um amigo e um companheiro de jornada...
- A prudência, para que não venhamos a nos ferir no ardor da disputa...
- A paciência, para que entendamos que a vitória, símbolo do sucesso, é o resultado do trabalho árduo e deve ser conquistada degrau a degrau...
- A humildade, para façamos de cada sucesso um estímulo para caminharmos sempre em frente e cada tropeço um aprendizado de que pouco sabemos e é preciso aprender mais...
- A gratidão, para que, no momento da vitória, saibamos que a conquista só foi possível pelo trabalho e dedicação de muitos, cavalos, pais, técnicos, tratadores, ferradores, juízes, veterinários, motoristas e até o nosso...
Senhor, dai-nos também:
- A bondade, para tratarmos nossos animais com respeito, amor e atenção, jamais esquecendo de agradecer a eles pelo trabalho realizado...
- A generosidade, para que no futuro, quando nosso inseparável amigo de tantos galopes da vitória estiver velho e cansado, não mais podendo nos auxiliar nas conquistas, receba de nós o amor e os cuidados para que possa terminar seus dias com dignidade e, chamado por vós, galope feliz sentindo em seu dorso o nosso carinho e nossa saudade, pelos verdes campos de tua divina morada...
Pai, dai-nos finalmente:
- O patriotismo para que se um dia lograrmos merecer representar o nosso pais pelas pistas de hipismo do mundo, saibamos, como tantos outros, honrar o seu nome, sua gente e suas tradições...
- A virtude, para que jamais nos afastemos dos nobres ideais do hipismo e para que antes de campeões, possamos ser cidadãos de bem...
E a fé, para crermos que tudo vem de vós, senhor do universo e nosso Pai eterno.
Que assim seja!
Vós que sois o criador da vida e de todas as coisas, concedei derramar sobre nós, teus filhos, cavalos, cavaleiros e amazonas que aqui estamos, as tuas bênçãos e a tua divina protecção.
Dai-nos Senhor:
- A saúde e o vigor, para que possamos competir com garra em busca da vitória...
- A lealdade, para que busquemos o podium com determinação e coragem, mas com respeito pelos nossos adversários, vendo em cada um deles um amigo e um companheiro de jornada...
- A prudência, para que não venhamos a nos ferir no ardor da disputa...
- A paciência, para que entendamos que a vitória, símbolo do sucesso, é o resultado do trabalho árduo e deve ser conquistada degrau a degrau...
- A humildade, para façamos de cada sucesso um estímulo para caminharmos sempre em frente e cada tropeço um aprendizado de que pouco sabemos e é preciso aprender mais...
- A gratidão, para que, no momento da vitória, saibamos que a conquista só foi possível pelo trabalho e dedicação de muitos, cavalos, pais, técnicos, tratadores, ferradores, juízes, veterinários, motoristas e até o nosso...
Senhor, dai-nos também:
- A bondade, para tratarmos nossos animais com respeito, amor e atenção, jamais esquecendo de agradecer a eles pelo trabalho realizado...
- A generosidade, para que no futuro, quando nosso inseparável amigo de tantos galopes da vitória estiver velho e cansado, não mais podendo nos auxiliar nas conquistas, receba de nós o amor e os cuidados para que possa terminar seus dias com dignidade e, chamado por vós, galope feliz sentindo em seu dorso o nosso carinho e nossa saudade, pelos verdes campos de tua divina morada...
Pai, dai-nos finalmente:
- O patriotismo para que se um dia lograrmos merecer representar o nosso pais pelas pistas de hipismo do mundo, saibamos, como tantos outros, honrar o seu nome, sua gente e suas tradições...
- A virtude, para que jamais nos afastemos dos nobres ideais do hipismo e para que antes de campeões, possamos ser cidadãos de bem...
E a fé, para crermos que tudo vem de vós, senhor do universo e nosso Pai eterno.
Que assim seja!
A Esse Belo Animal
CAVALO
Cavalo de longas crinas
Correndo ao vento nas ravinas
Cavalo de porte altivo
Senhor das distâncias, instintivo
Há sempre um cavalo no mundo
No mundo das instâncias finitas
Que corre do abismo profundo
Aos picos das pedras bonitas
É preciso domar um cavalo
Torná-lo dócil, pará-lo
Montar em seu dorso em pêlo
Afagar o pescoço, com zelo
Fazê-lo correr com um apelo
Cavalgar no tempo infinito
Penetrar no ar sem atrito
Mas não se pode por rédeas
Nem freio, nem brida ou arreio
Peças vis que, por férreas
Interrompem o galope no meio
É preciso deixá-lo trotar
Os estorvos da pista saltar
Galopar sob o sol que esquente
Ou na chuva que desce inclemente
Por cascalhos, gravetos ou dormentes
Porque há de chegar de repente
Na mais bela e florida pradaria
Onde podes apear da montaria
Não se pode temer o cavalo
Que nos leva pela vida afora
Porque quem se recusa a montá-lo
Morre aqui, onde estamos agora
Autor desconhecido
Cavalo de longas crinas
Correndo ao vento nas ravinas
Cavalo de porte altivo
Senhor das distâncias, instintivo
Há sempre um cavalo no mundo
No mundo das instâncias finitas
Que corre do abismo profundo
Aos picos das pedras bonitas
É preciso domar um cavalo
Torná-lo dócil, pará-lo
Montar em seu dorso em pêlo
Afagar o pescoço, com zelo
Fazê-lo correr com um apelo
Cavalgar no tempo infinito
Penetrar no ar sem atrito
Mas não se pode por rédeas
Nem freio, nem brida ou arreio
Peças vis que, por férreas
Interrompem o galope no meio
É preciso deixá-lo trotar
Os estorvos da pista saltar
Galopar sob o sol que esquente
Ou na chuva que desce inclemente
Por cascalhos, gravetos ou dormentes
Porque há de chegar de repente
Na mais bela e florida pradaria
Onde podes apear da montaria
Não se pode temer o cavalo
Que nos leva pela vida afora
Porque quem se recusa a montá-lo
Morre aqui, onde estamos agora
Autor desconhecido
Aos Mestres
Vou agora falar dos mestres que já tive até hoje. Do Colégio Militar recordo as aulas sempre animadas do Major Ribeiro de Faria, grande instrutor e conhecedor das aflições que os “putos” têm no dorso de um cavalo. Já na AM comecei por ter aulas com o Capitão Marques, as aulas eram necessariamente animadas, ainda mais no segundo semestre, onde depois de no primeiro semestre os “infras” aprenderem algumas habilidades no volteio, alguns deram os primeiros passos em cima de um cavalo. As aulas com este instrutor eram animadas, mais para os que estavam na bancada a ver, do que para quem estava no picadeiro, onde para além de ter que controlar o cavalo, o mais que podia, ainda tinha que ter cuidado com xicote do instrutor. Foi no início do segundo ano que separamos o trigo do joio, quero com isto dizer quer foi neste ano que escolhemos a arma onde queríamos ingressar.
O veredicto final ditou que o curso de cavalaria teria seis elementos, sendo constituído pelo Ferreira (154), pelo Garção, pelo Ferreira (222), por mim, pelo Ribeiro e pelo Santos, que mais tarde viria a trocar pelo Pinheiro.
Continuando a falar dos instrutores, foi neste ano que tivemos aulas com o Capitão Fonseca da GNR, as primeiras aulas do ano foram de preparação para o despeneiranço, todas elas muito intensas e plenas de tensão, onde não raras vezes havia despesas a pagar devido às quedas. Até ao despeneiranço as ditas aulas nunca variavam muito, foi depois de passarmos aquela tradição, com a qual selámos a nossa entrada na cavalaria, que começamos a aprender coisas novas. Ainda está vincado na nossa memória o gesto de tirar o pó do bivaque do nosso Capitão Fonseca. Foi com este instrutor que prosperaram novas alcunhas para o curso, desde o Trambolho ao Escolhido. No início do terceiro ano conhecemos novo instrutor, o Capitão Almeida também da GNR, as aulas começaram por ser agradáveis e até alargámos o nosso conhecimento mas foi com a vinda do então Tc Portela Ribeiro para a AM que começámos verdadeiramente a aprender a conduzir o cavalo, seja nos saltos ou no picadeiro, as suas palavras sábias e oportunas constituíam verdadeiro testemunho que todos ouvíamos e aplicávamos com máximo afinco. Com este Mestre as aulas de equitação ainda passaram a ser mais desejadas, foi no período em que foi nosso mestre que os cadetes começaram a participar em provas e no final do 3º ano alguns de nós efectuamos o exame de sela 4 em Mafra. Do meu curso foi a parelha maravilha constituída pelo Catatau e pelo Charlot. Foi com este mestre que todos evoluímos na prática da equitação, se estávamos a ter uma sessão de saltos e se seguíssemos escrupulosamente as suas indicações nem parecíamos a mesma pessoa. Fica para a memória do curso a sua imagem e desde já a mossa gratidão.
Quando começámos o quarto ano, todos pensávamos que o grande trabalho realizado pelo Cor. Portela Ribeiro ia ter continuação com o Tc Pombeiro, que entretanto tinha sido colocado na academia. Eis senão quando sabemos que o nosso último instrutor seria o Tc Candoso. De momento não vou tecer grandes comentários acerca deste instrutor porque ainda é cedo mas teve o mérito de me por a escrever….
Quero aqui deixar o meu agradecimento a todos eles, na certeza que todos eles deram o seu melhor para transmitir os seus conhecimentos a estes futuros cavaleiros, a todos eles um BEM HAJA!!!
O veredicto final ditou que o curso de cavalaria teria seis elementos, sendo constituído pelo Ferreira (154), pelo Garção, pelo Ferreira (222), por mim, pelo Ribeiro e pelo Santos, que mais tarde viria a trocar pelo Pinheiro.
Continuando a falar dos instrutores, foi neste ano que tivemos aulas com o Capitão Fonseca da GNR, as primeiras aulas do ano foram de preparação para o despeneiranço, todas elas muito intensas e plenas de tensão, onde não raras vezes havia despesas a pagar devido às quedas. Até ao despeneiranço as ditas aulas nunca variavam muito, foi depois de passarmos aquela tradição, com a qual selámos a nossa entrada na cavalaria, que começamos a aprender coisas novas. Ainda está vincado na nossa memória o gesto de tirar o pó do bivaque do nosso Capitão Fonseca. Foi com este instrutor que prosperaram novas alcunhas para o curso, desde o Trambolho ao Escolhido. No início do terceiro ano conhecemos novo instrutor, o Capitão Almeida também da GNR, as aulas começaram por ser agradáveis e até alargámos o nosso conhecimento mas foi com a vinda do então Tc Portela Ribeiro para a AM que começámos verdadeiramente a aprender a conduzir o cavalo, seja nos saltos ou no picadeiro, as suas palavras sábias e oportunas constituíam verdadeiro testemunho que todos ouvíamos e aplicávamos com máximo afinco. Com este Mestre as aulas de equitação ainda passaram a ser mais desejadas, foi no período em que foi nosso mestre que os cadetes começaram a participar em provas e no final do 3º ano alguns de nós efectuamos o exame de sela 4 em Mafra. Do meu curso foi a parelha maravilha constituída pelo Catatau e pelo Charlot. Foi com este mestre que todos evoluímos na prática da equitação, se estávamos a ter uma sessão de saltos e se seguíssemos escrupulosamente as suas indicações nem parecíamos a mesma pessoa. Fica para a memória do curso a sua imagem e desde já a mossa gratidão.
Quando começámos o quarto ano, todos pensávamos que o grande trabalho realizado pelo Cor. Portela Ribeiro ia ter continuação com o Tc Pombeiro, que entretanto tinha sido colocado na academia. Eis senão quando sabemos que o nosso último instrutor seria o Tc Candoso. De momento não vou tecer grandes comentários acerca deste instrutor porque ainda é cedo mas teve o mérito de me por a escrever….
Quero aqui deixar o meu agradecimento a todos eles, na certeza que todos eles deram o seu melhor para transmitir os seus conhecimentos a estes futuros cavaleiros, a todos eles um BEM HAJA!!!
O Início
Olá a todos, este vai ser o meu primeiro post, neste novo blog. Nele pretendo escrever sobre tudo o que esteja, de alguma forma ligado ao vasto mundo da cavalaria, para já vou falar em assuntos mais triviais, nomeadamente nas aulas que temos e que tivemos ao longo da nossa vida de cadete na Academia Militar (AM). Mas o facto que me levou a começar a escrever este blog foi o repto lançado pelo Tc. Candoso, que é presentemente meu instrutor de equitação na AM, de modo a começarmos a escrever num caderno sobre as nossas aulas de equitação.
Eu decidi que a era do caderno já acabou e abracei definitivamente as novas tecnologias, e assim nasceu este blog, espero nunca que me falta a vontade de escrever nele pois certamente que nunca me vai faltar de que falar.
Eu decidi que a era do caderno já acabou e abracei definitivamente as novas tecnologias, e assim nasceu este blog, espero nunca que me falta a vontade de escrever nele pois certamente que nunca me vai faltar de que falar.
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