Um chicote (ou stick) pode ser uma peça essencial quando o seu cavalo se porta mal, mas será que é realmente necessário? Um pouco de empatia pode ajudá-lo a conseguir um relacionamento muito mais harmonioso.
O cenário é muito vulgar. O seu cavalo parece óptimo quando o comprou, mas agora parece ter adquirido umas atitudes realmente desagradáveis. O seu instrutor diz-lhe uma coisa, os seus amigos outra. Você seguiu conselhos e leu livros, mas o cavalo ainda não se mostra como você deseja.
Neste caso, qual é a melhor forma de ultrapassar os contratempos e desilusões para conseguir atingir o que você quer com o seu cavalo?
A reacção habitual é pensar-se que se passa algo de errado com o cavalo e chamar o veterinário para o estudar pormenorizadamente. O veterinário não encontra nada de mal mas o proprietário sente que existe algo que não está bem e não sabe o que fazer a seguir.
Assim sendo, enquanto você peneira os conselhos, muitas vezes conflituosos, lembra-se de que há o ‘certo’ e ‘errado’ no que diz respeito a treinar e voltar a treinar cavalos. No entanto é frequente só ser necessário um pouco de bom senso e empatia, e a seguir estas simples dicas de base.
CENOURA OU STICK?
Tal como nós, os cavalos vivem de acordo com as regras da teoria prazer/dor, ou da teoria de pressão/cedência. Esta pressão pode ser física, emocional ou mental.
Basicamente existem duas formas para ensinar um cavalo, uma baseia-se em castigar o que está errado e a outra em premiar o que está certo. Ambas funcionam como métodos de treino, mas o castigo não é ético. A preferência reside em premiar o bom comportamento.
A recompensa pode fazer-se de várias formas, desde a festa ou cenouras que associamos a bem fazer, até à companhia de outros cavalos, à cedência, ao aliviar do peso do cavaleiro, ao retorno a um exercício menos exigente – tudo o que na realidade permita que o cavalo fique numa situação mais confortável.
Para um animal tão sociável como o cavalo a recompensa também pode ser dar-lhe atenção de qualquer modo e ignorar qualquer comportamento menos ortodoxo. Acreditem ou não, gritar a um cavalo que está a dar pontapés à porta da boxe pode ser exactamente o que ele procura.
AGIR NA ALTURA CERTA
O importante não é só o que se faz mas quando se faz, se queremos que o cavalo perceba.
Para que o castigo surta efeito este deve ser dado dentro de meio segundo para que o cavalo o associe ao que fez de errado.
A recompensa pode limitar-se a uma cedência ou a uma palavra de elogio que podem ser ministradas instantaneamente mesmo em momentos cruciais.
MEDO, INCOMPREENSÃO OU DESOBEDIÊNCIA?
É essencial entrarmos na mente do cavalo e sermos rápidos a decidir qual dos problemas em título provocou o comportamento indesejável, uma vez que compete ao cavaleiro perceber qual é a causa do incidente.
Existem sinais que podem funcionar como um barómetro diário no que se relaciona com a forma em que o cavalo se sente e um cavaleiro inteligente deve ser capaz de o utilizar para tirar o máximo partido. As orelhas do cavalo dizem-nos onde se centra a sua atenção. Procure essencialmente se uma orelha se volta para si quando aplica um a ajuda ou se emite uma outra ordem e verifique quanto tempo passa entre o movimento da orelha e a execução do comando.
Veja se o cavalo tem o beiço inferior relaxado, as narinas arredondas e solta e a sua cauda relaxada. Quando existe tensão em qualquer uma destas zonas as hormonas associadas à fuga são libertadas fazendo com que o cavalo não esteja fisiologicamente apto a trabalhar bem.
Generalizando, se o cavalo apresenta todos os sintomas de estar descontraído quando se porta mal, fazendo várias apenas antes de fazer algo de errado, é provável que esteja a ser desobediente.
Se o mau comportamento surge repentinamente, acompanhado por sinais de tensão tais como narinas apertas, a cauda metida para debaixo e o queixo tenso, então é mais provável que a causa seja medo ou dor. O cavaleiro pode não ser capaz de ver estes sinais, especialmente se está a concentrar-se em se manter a cavalo. Por esse motivo é aconselhável pedir a alguém que o observe, ou esteja atento quando está a trabalhar o cavalo no solo. Medite sobre o que o cavalo está a tentar dizer-lhe. Tente de novo, talvez um método diferente – faça tudo menos perder a cabeça!
Alguns cavalos levam semanas e até meses a responder a ensinamentos positivos.
ENTÃO QUANTO BASTA?
É frequente utilizarmos uma determinada técnica para manter sem conseguir a atenção do cavalo, ou ele desvia a tenção obrigando-nos a reforçar a pressão para o prender de novo. Você pode ter que aumentar um pouco a pressão, mas evite a todo o custo ultrapassar o ponto em que o cavalo começa a negar-se a colaborar.
Se a pressão aumenta exageradamente o cavalo pode aumentar o comportamento indesejado. Ao retrocedermos um pouco, é mais fácil voltar à mesma página ou ao mesmo livro e começar de novo a partir daí. Lembre-se que para o cavalo a ausência de prazer significa a dor. Você não tem que utilizar métodos mais brutais a menos que tenha resolvido torná-los a sua marca pessoal...
Para resolver problemas é necessário que você se imponha mas a agressão pode ter como resposta a reacção errada. No mundo dos cavalos os ´chefes´ não são mandões – em situações de manada existem dois tipos de chefes: o alpha que manda por dominar o passivo que manda por dar o exemplo.
Os chefes passivos são habitualmente escolhidos por outros membros da manada sendo seguidos por vontade própria, enquanto que os alphas utilizam a força para afirmarem o seu lugar. É provável que você consiga localizar alguns paralelos no mundo cavalo, mas tente assegurar-se de que você não é um alpha!
Os chefes passivos são calmos e consistentes no seu comportamento diário não parecendo ter a necessidade de se afirmarem continuamente para manterem a sua posição na manada. Os alphas, pelo contrário, são habitualmente muito prepotentes, utilizando por vezes ataques não provocados sobre os seus subordinados unicamente para mostrarem o seu domínio. Daí resulta o afastamento da maioria da manda que evitam o contacto com o alpha porque os cavalos têm inata a necessidade de evitar o dispêndio de energia para as suas actividades diárias para o caso de terem mesmo de correr para salvar as suas vidas. Ao seguirem um «leader» passivo – que os obriga ao menor dispêndio de energia possível – os cavalos ajudam a assegurar a sua sobrevivência.
Se alguém que treina o seu cavalo faz algo de que discorde, intervenha antes que o treino do seu cavalo retroceda. Não tenha receio de dar a cara pelo seu cavalo!
Retirado de Equisport.pt
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
sábado, 2 de dezembro de 2006
Ao Sr. Mário

Meus caros, este post pouco ou nada tem a ver com cavalos ou tão pouco com o mundo equestre. Recebi hoje a notícia de que o Sr.Mário falceu. O Mário era alguém que há já alguns anos trabalhava no Colégio, mais concretamente na portaria, e que desde cedo ficou embevecido pelo espírito colegial. Por trabalhar na portaria, desempenhava uma função de charneira entre o mundo exterior e o interior do Colégio. Sempre desponível para ajudar, tanto os pais como os alunos, muito divertido e sempre com uma palavra de ânimo para todos, era este o Mário a que todos já estavamos habituados. Havia já quem comparasse ao famoso Cabo 20,também conhecido pela sua ajuda à familia colegial, com a devida vénia ao comparado. A minha relação com o Mário ia um pouco mais para além das fronteiras colegiais, sempre que nos cruzavamos era enivitável que um de nós falasse em futebol. Ele, ferrenho sportinguista, tinha sempre pronta a sair uma piada sobre o Benfica à qual eu tentava reponder o melhor que podia.
Mário, ficarás para sempre no coração deste grande família...
A primeira ida ao esquadrão
Às quartas-feiras o pessoal do 3º e 4º anos dos cursos de GNR\cav vão montar ao 4º Esquadrão, na Ajuda. Depois de longas semanas sempre com as mais diversas actividades à quarta, foi no dia 22 de Outubro que lá fomos pela primeira vez este ano.
Todos estavamos a espera das mais variadas peripécias, desde o "os cavalos que aparelharam os cadetes da Academia" aos "militares que aparelharam os cadetes dos cavalos da Academia", no ano passado houve de tudo e quem lá foi conhece bem estas peripécias. Mas deste vez foi diferente, não houve a grande pergunta "Mas vocês hoje veêm?" também proferida nas mais variadas maneiras. Pelo contrário, até tivemos direito a recepção e também a uma aula dada pelo nosso Tenente Caeiro, que já não estavamos habituados, até tivemos direito apear com mortal...
Agora mais a sério, as aulas no esquadrão, para além de serem mais uma opurtunidade para estarmos em contacto com a instituição para a qual estamos a ser formados, são também uma oportunidade alargamos os nossos conhecimentos equestres. Com aqueles condições, desde a música ambiente a um tipo de aulas bem diferentes das que temos na academia, estão reunidas condições que qualquer homem de cavalos gotava de ter, e muitos de nós não está a aproveitar...
No que diz respeito à aula propriamente dita, marcaram presença o Samouqueiro, que proporcionou grandes gargalhadas ao instrutor, o Ribeiro, o Ferreira e eu próprio. Fizemos trabalho de picadeiro com estribos muito muito compridos, que proporcionaram dificulades extra pelo facto de não estarmos habitudos. Eu montei o cavalo nº27, que me proporcionou um prazer imenso. Na verdade posso dizer que há já algum tempo não me sentia tão bem a cavalo, mesmo com o Tenente a avisar-me constantemente para baixar o calcanhar...
Por agora é tudo,na esperança que estas aulas continuem com a regularidade desejada por todos e com a qualidade exigível...
Todos estavamos a espera das mais variadas peripécias, desde o "os cavalos que aparelharam os cadetes da Academia" aos "militares que aparelharam os cadetes dos cavalos da Academia", no ano passado houve de tudo e quem lá foi conhece bem estas peripécias. Mas deste vez foi diferente, não houve a grande pergunta "Mas vocês hoje veêm?" também proferida nas mais variadas maneiras. Pelo contrário, até tivemos direito a recepção e também a uma aula dada pelo nosso Tenente Caeiro, que já não estavamos habituados, até tivemos direito apear com mortal...
Agora mais a sério, as aulas no esquadrão, para além de serem mais uma opurtunidade para estarmos em contacto com a instituição para a qual estamos a ser formados, são também uma oportunidade alargamos os nossos conhecimentos equestres. Com aqueles condições, desde a música ambiente a um tipo de aulas bem diferentes das que temos na academia, estão reunidas condições que qualquer homem de cavalos gotava de ter, e muitos de nós não está a aproveitar...
No que diz respeito à aula propriamente dita, marcaram presença o Samouqueiro, que proporcionou grandes gargalhadas ao instrutor, o Ribeiro, o Ferreira e eu próprio. Fizemos trabalho de picadeiro com estribos muito muito compridos, que proporcionaram dificulades extra pelo facto de não estarmos habitudos. Eu montei o cavalo nº27, que me proporcionou um prazer imenso. Na verdade posso dizer que há já algum tempo não me sentia tão bem a cavalo, mesmo com o Tenente a avisar-me constantemente para baixar o calcanhar...
Por agora é tudo,na esperança que estas aulas continuem com a regularidade desejada por todos e com a qualidade exigível...
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
A primeira aula comentada...
Bem, esta vai ser a primeira vez que vou escrever um post sobre uma aula de equitação e para primeira vez calhou uma aula um tanto ou quanto diferente.
Como todas as segundas-feiras a aula foi de duas horas, como qualquer outra aula começou com o desenrolar, mais intenso devido ao fim-de-semana.
Depois do desenrolar, tanto os cavaleiros como os cavalos, passámos a executar paragens a partir do passo. Depois de uma breve explicação de como os cavalos se param correctamente por parte do instrutor (Tc. Candoso) passámos à execução. Com os dignos quadrúpedes que serviam de auxiliares de instrução houve de tudo, eu montava o Mare Clausum, novo na casa mas que já deu que falar por ter ajudado pessoal a tirar o curso de aterragens inopinadas, módulo picadeiro. Hoje o dito Mareclausum estava a verdadeira máquina, colaborando, o quanto podia, para a execução dos exercícios, com a sua matreirice conseguia complicar a cadeira. A minha parelha decidiu dar uma folga ao Janota, mas ficou na família, ao montar a Jandaia. Esta égua, fogosa e sempre muitíssimo disponível não quis colaborar com o cavaleiro e as paragens começaram e acabaram a sair enviesadas. Quanto ao resto do curso, o nosso major montou o Janota, que contribuiu para que a aula corresse sem stress, o Pinheiro montou o Zero ( a escolha deste cavalo também tem história, num outro post falarei sobre o processo de decisão aplicado à escolha dos cavalos), o chefe montou o Sol e o Ribeiro trabalho com o Indigno.
Numa segunda parte, menos normal, o instrutor montou uma poldra com quatro anos, que estava a ser montada somente a quarta vez. Esta parte da aula foi menos normal porque consistiu numa explicação teórica do processo de desbaste dos poldros e ao mesmo tempo o nosso Tenente-coronel ia fazendo um conjunto de exercícios, alguns deles pedidos pela primeira vez, nos quais podíamos observar o modo como a égua respondia, mais ou menos disponível, com maior ou menor dificuldade.
Diz o povo que a ver também se aprende e é bem verdade, para além de ser agradável ver o modo como a poldra ia evoluindo no seu, curto, ensino.
Por fim acabamos a aula a enrolar os cavalos à perna de dentro, através de uma volta apertada, seguindo na linha direita, junto à teia. Exercício muito útil para cavalos que não se deixam conduzir direitos, obrigando-os a trazer as espáduas para fora.
Embora tenha sido uma aula calma, foi, em meu entender, produtiva porque nos foram ensinados alguns exercícios que muitos de nós não fazia da melhor forma, serviu também para mostrar que se pode trabalhar um cavalo sem ter que o suar por completo.
Como todas as segundas-feiras a aula foi de duas horas, como qualquer outra aula começou com o desenrolar, mais intenso devido ao fim-de-semana.
Depois do desenrolar, tanto os cavaleiros como os cavalos, passámos a executar paragens a partir do passo. Depois de uma breve explicação de como os cavalos se param correctamente por parte do instrutor (Tc. Candoso) passámos à execução. Com os dignos quadrúpedes que serviam de auxiliares de instrução houve de tudo, eu montava o Mare Clausum, novo na casa mas que já deu que falar por ter ajudado pessoal a tirar o curso de aterragens inopinadas, módulo picadeiro. Hoje o dito Mareclausum estava a verdadeira máquina, colaborando, o quanto podia, para a execução dos exercícios, com a sua matreirice conseguia complicar a cadeira. A minha parelha decidiu dar uma folga ao Janota, mas ficou na família, ao montar a Jandaia. Esta égua, fogosa e sempre muitíssimo disponível não quis colaborar com o cavaleiro e as paragens começaram e acabaram a sair enviesadas. Quanto ao resto do curso, o nosso major montou o Janota, que contribuiu para que a aula corresse sem stress, o Pinheiro montou o Zero ( a escolha deste cavalo também tem história, num outro post falarei sobre o processo de decisão aplicado à escolha dos cavalos), o chefe montou o Sol e o Ribeiro trabalho com o Indigno.
Numa segunda parte, menos normal, o instrutor montou uma poldra com quatro anos, que estava a ser montada somente a quarta vez. Esta parte da aula foi menos normal porque consistiu numa explicação teórica do processo de desbaste dos poldros e ao mesmo tempo o nosso Tenente-coronel ia fazendo um conjunto de exercícios, alguns deles pedidos pela primeira vez, nos quais podíamos observar o modo como a égua respondia, mais ou menos disponível, com maior ou menor dificuldade.
Diz o povo que a ver também se aprende e é bem verdade, para além de ser agradável ver o modo como a poldra ia evoluindo no seu, curto, ensino.
Por fim acabamos a aula a enrolar os cavalos à perna de dentro, através de uma volta apertada, seguindo na linha direita, junto à teia. Exercício muito útil para cavalos que não se deixam conduzir direitos, obrigando-os a trazer as espáduas para fora.
Embora tenha sido uma aula calma, foi, em meu entender, produtiva porque nos foram ensinados alguns exercícios que muitos de nós não fazia da melhor forma, serviu também para mostrar que se pode trabalhar um cavalo sem ter que o suar por completo.
domingo, 19 de novembro de 2006
O CAVALO
O Cavalo, ensinou-me a ter medo e a vencer o medo; o Cavalo ensinou-me a descontrair perante o meu nervosismo; o Cavalo desenvolveu, em mim, a noção de prudência e de medida, obrigando-me a tentar acertar a sua passada antes de corrermos o risco do obstáculo; o Cavalo ensinou-me a cair, e com ele aprendi, sobretudo, a levantar-me, firme na determinação de continuar o percurso, fosse qual fosse a dor e o esforço que ele custasse.
No exercício da equitação, aprendi quanto é necessário a firmeza no mando e como este requer o ser discreto na intervenção e suave no comando.
Por tudo isto, a equitação não é apenas um exercício físico pois que tanto contribui para formar em nós o hábito do autodomínio, a noção da modéstia das nossas forças e dos nossos conhecimentos, a paixão de corrermos o risco, sempre que possível calculado.
Como se diz na CAVALARIA, o Cavalo ensina-nos a ter coração.
Tc.Pombeiro na 50º Semana Equestre Militar
02 de Abril de 2006
O Cavalo, ensinou-me a ter medo e a vencer o medo; o Cavalo ensinou-me a descontrair perante o meu nervosismo; o Cavalo desenvolveu, em mim, a noção de prudência e de medida, obrigando-me a tentar acertar a sua passada antes de corrermos o risco do obstáculo; o Cavalo ensinou-me a cair, e com ele aprendi, sobretudo, a levantar-me, firme na determinação de continuar o percurso, fosse qual fosse a dor e o esforço que ele custasse.
No exercício da equitação, aprendi quanto é necessário a firmeza no mando e como este requer o ser discreto na intervenção e suave no comando.
Por tudo isto, a equitação não é apenas um exercício físico pois que tanto contribui para formar em nós o hábito do autodomínio, a noção da modéstia das nossas forças e dos nossos conhecimentos, a paixão de corrermos o risco, sempre que possível calculado.
Como se diz na CAVALARIA, o Cavalo ensina-nos a ter coração.
Tc.Pombeiro na 50º Semana Equestre Militar
02 de Abril de 2006
Oração do Cavalo
Dono meu:
Dá me, frequentemente, de comer e beber, e, quando tenhas terminado de trabalhar-me, dá me uma cama na qual eu possa descansar comodamente.
Examina todos os dias os meus pés e limpa meu pelo. Quando eu recusar a forragem, examina meus dentes e minha boca, porque bem pode ser que eu tenha um problema que me impeça de comer.
Fala-me; tua voz é sempre mais eficaz e mais conveniente para mim, que o chicote, que as rédeas e que as esporas.
Acaricia-me, frequentemente para que eu possa compreender-te, querer-te e servir-te, da melhor maneira e de acordo com os teus desejos.
Não corte o meu rabo muito curto, privando-me do melhor meio que tenho para espantar as moscas e insertos.
Não me batas violentamente e nem dês golpes violentos nas rédeas, pois, se não obedeço, como queres, é porque ou não te compreendo ou porque estou mal encilhado, como freio mal colocado, com alguma coisa nos meus pés ou no meu ombro que me causam dor.
Se eu me assustar, não deves bater-me, sem saberes a causa disso, pois bem pode ser o defeito de minha vista ou um proverbial aviso para ti.
Não me obrigues a andar muito depressa em subidas, descidas, estradas empedradas ou escorregadias.
Não permaneças montado sem necessidade, pois prefiro marchar, do que ficar parado com uma sobrecarga sobre o dorso.
Quando cair, tenha paciência comigo e ajuda-me a levantar, pois, faço quanto posso para não cair e não causar-te desgosto algum.
Se tropeçar, não deves por a culpa para cima de mim, aumentando minha dor e a impressão de perigo com tuas chicotadas; isso só servirá para aumentar meu medo e minha má vontade.
Procura defender-me da tortura do freio, não no trabalho, mas quando esteja em descanso, e cobre-me com a manta ou com uma capa apropriada.
Enfim meu dono, quando a velhice me tornar inútil, não esqueça o serviço que te prestei, obrigando-me a morrer de dor e privações sob o jogo de um dono cruel ou nos varais de uma carroça, se não puderes manter-me, ou mandar-me para o campo, mata-me com tuas próprias mãos, sem me fazer sofrer.
Eis tudo o que eu te peço, em nome daquele que quis nascer numa baia, minha morada e não num palácio, tua casa.
Dá me, frequentemente, de comer e beber, e, quando tenhas terminado de trabalhar-me, dá me uma cama na qual eu possa descansar comodamente.
Examina todos os dias os meus pés e limpa meu pelo. Quando eu recusar a forragem, examina meus dentes e minha boca, porque bem pode ser que eu tenha um problema que me impeça de comer.
Fala-me; tua voz é sempre mais eficaz e mais conveniente para mim, que o chicote, que as rédeas e que as esporas.
Acaricia-me, frequentemente para que eu possa compreender-te, querer-te e servir-te, da melhor maneira e de acordo com os teus desejos.
Não corte o meu rabo muito curto, privando-me do melhor meio que tenho para espantar as moscas e insertos.
Não me batas violentamente e nem dês golpes violentos nas rédeas, pois, se não obedeço, como queres, é porque ou não te compreendo ou porque estou mal encilhado, como freio mal colocado, com alguma coisa nos meus pés ou no meu ombro que me causam dor.
Se eu me assustar, não deves bater-me, sem saberes a causa disso, pois bem pode ser o defeito de minha vista ou um proverbial aviso para ti.
Não me obrigues a andar muito depressa em subidas, descidas, estradas empedradas ou escorregadias.
Não permaneças montado sem necessidade, pois prefiro marchar, do que ficar parado com uma sobrecarga sobre o dorso.
Quando cair, tenha paciência comigo e ajuda-me a levantar, pois, faço quanto posso para não cair e não causar-te desgosto algum.
Se tropeçar, não deves por a culpa para cima de mim, aumentando minha dor e a impressão de perigo com tuas chicotadas; isso só servirá para aumentar meu medo e minha má vontade.
Procura defender-me da tortura do freio, não no trabalho, mas quando esteja em descanso, e cobre-me com a manta ou com uma capa apropriada.
Enfim meu dono, quando a velhice me tornar inútil, não esqueça o serviço que te prestei, obrigando-me a morrer de dor e privações sob o jogo de um dono cruel ou nos varais de uma carroça, se não puderes manter-me, ou mandar-me para o campo, mata-me com tuas próprias mãos, sem me fazer sofrer.
Eis tudo o que eu te peço, em nome daquele que quis nascer numa baia, minha morada e não num palácio, tua casa.
Oração do Cavaleiro
Deus pai todo-poderoso, luz do Universo.
Vós que sois o criador da vida e de todas as coisas, concedei derramar sobre nós, teus filhos, cavalos, cavaleiros e amazonas que aqui estamos, as tuas bênçãos e a tua divina protecção.
Dai-nos Senhor:
- A saúde e o vigor, para que possamos competir com garra em busca da vitória...
- A lealdade, para que busquemos o podium com determinação e coragem, mas com respeito pelos nossos adversários, vendo em cada um deles um amigo e um companheiro de jornada...
- A prudência, para que não venhamos a nos ferir no ardor da disputa...
- A paciência, para que entendamos que a vitória, símbolo do sucesso, é o resultado do trabalho árduo e deve ser conquistada degrau a degrau...
- A humildade, para façamos de cada sucesso um estímulo para caminharmos sempre em frente e cada tropeço um aprendizado de que pouco sabemos e é preciso aprender mais...
- A gratidão, para que, no momento da vitória, saibamos que a conquista só foi possível pelo trabalho e dedicação de muitos, cavalos, pais, técnicos, tratadores, ferradores, juízes, veterinários, motoristas e até o nosso...
Senhor, dai-nos também:
- A bondade, para tratarmos nossos animais com respeito, amor e atenção, jamais esquecendo de agradecer a eles pelo trabalho realizado...
- A generosidade, para que no futuro, quando nosso inseparável amigo de tantos galopes da vitória estiver velho e cansado, não mais podendo nos auxiliar nas conquistas, receba de nós o amor e os cuidados para que possa terminar seus dias com dignidade e, chamado por vós, galope feliz sentindo em seu dorso o nosso carinho e nossa saudade, pelos verdes campos de tua divina morada...
Pai, dai-nos finalmente:
- O patriotismo para que se um dia lograrmos merecer representar o nosso pais pelas pistas de hipismo do mundo, saibamos, como tantos outros, honrar o seu nome, sua gente e suas tradições...
- A virtude, para que jamais nos afastemos dos nobres ideais do hipismo e para que antes de campeões, possamos ser cidadãos de bem...
E a fé, para crermos que tudo vem de vós, senhor do universo e nosso Pai eterno.
Que assim seja!
Vós que sois o criador da vida e de todas as coisas, concedei derramar sobre nós, teus filhos, cavalos, cavaleiros e amazonas que aqui estamos, as tuas bênçãos e a tua divina protecção.
Dai-nos Senhor:
- A saúde e o vigor, para que possamos competir com garra em busca da vitória...
- A lealdade, para que busquemos o podium com determinação e coragem, mas com respeito pelos nossos adversários, vendo em cada um deles um amigo e um companheiro de jornada...
- A prudência, para que não venhamos a nos ferir no ardor da disputa...
- A paciência, para que entendamos que a vitória, símbolo do sucesso, é o resultado do trabalho árduo e deve ser conquistada degrau a degrau...
- A humildade, para façamos de cada sucesso um estímulo para caminharmos sempre em frente e cada tropeço um aprendizado de que pouco sabemos e é preciso aprender mais...
- A gratidão, para que, no momento da vitória, saibamos que a conquista só foi possível pelo trabalho e dedicação de muitos, cavalos, pais, técnicos, tratadores, ferradores, juízes, veterinários, motoristas e até o nosso...
Senhor, dai-nos também:
- A bondade, para tratarmos nossos animais com respeito, amor e atenção, jamais esquecendo de agradecer a eles pelo trabalho realizado...
- A generosidade, para que no futuro, quando nosso inseparável amigo de tantos galopes da vitória estiver velho e cansado, não mais podendo nos auxiliar nas conquistas, receba de nós o amor e os cuidados para que possa terminar seus dias com dignidade e, chamado por vós, galope feliz sentindo em seu dorso o nosso carinho e nossa saudade, pelos verdes campos de tua divina morada...
Pai, dai-nos finalmente:
- O patriotismo para que se um dia lograrmos merecer representar o nosso pais pelas pistas de hipismo do mundo, saibamos, como tantos outros, honrar o seu nome, sua gente e suas tradições...
- A virtude, para que jamais nos afastemos dos nobres ideais do hipismo e para que antes de campeões, possamos ser cidadãos de bem...
E a fé, para crermos que tudo vem de vós, senhor do universo e nosso Pai eterno.
Que assim seja!
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